Autor: Cia dos Astros (Página 1 de 9)

Dores da alma: ansiedade

A ansiedade é uma dor da alma muito presente nos dias de hoje. Se você se interessa pelo tema, com certeza, vai gostar de saber um pouco mais sobre o assunto na perspectiva astrológica.

O ansioso é hiper-reativo a estímulos externos: barulhos, luzes, movimentos e enfrenta o aspecto mental de que a sua mente não para de trabalhar, só produz o tempo todo. O ansioso é também um indivíduo abstrato, porque está sempre fora do lugar, fora do contexto e supondo situações, se adiantando.

Quem enfrenta a ansiedade possui um sério problema com o tempo, porque vive uma situação que ainda não chegou a acontecer. Por isso, a angústia por antecipação.

O sofrimento do ansioso é a espera; diante da espera pelo resultado de um exame ou pelo resultado do ENEM, por exemplo, ele fica num estado de suspensão. Quando tem um desfecho, mesmo que ruim, é um alívio. O indivíduo pensa “graças a Deus, não passei. Mas agora, pelo menos, posso dormir.”

O ansioso também possui baixos recursos internos, tudo que está dentro é muito pequeno, apertado e, por isso, tudo transborda. Tudo que é sustentação o ansioso não possui, por isso, geralmente tem uma aceleração de pulso, cardíaca e dificuldade de deglutição.

São personalidades com uma tendência muito grande de interferir nos processos, estão sempre atuando, resolvendo e interferindo em determinadas situações, porque sentem que dessa forma estão movendo as coisas.

O estado de inquietação e sofrimento pela espera, como uma ligação pra dizer sim ou não para um cinema, é tremendo. O ansioso também tem uma tendência abortiva, isso quer dizer que ele pode ficar esperando 10 minutos pra saber se vai ao cinema e, logo depois, desistir da saída e falar “não vou mais”. Tudo está em movimento o tempo todo!

A ansiedade deriva do medo e da expectativa de que algo que ainda vai acontecer possa acontecer fora do controle de quem sofre desse mal e, mais, ter um resultado adverso do que o indivíduo imaginou.

Quem lida diariamente com a ansiedade encontra uma baixa predisposição para passar pelos processos e pelas etapas, a pessoa não corre, voa pelas experiências da vida, mesmo aquelas que são boas e prazerosas (até mesmo as sensoriais). Num momento de prazer, por exemplo, ela já está pensando no próximo passo.

Os indicadores astrológicos são: o excesso do elemento fogo e ar; da polaridade masculina, que é ativa; elemento ar dominante (abstracionismo); muitos planetas em Gêmeos (pensar sobre, os muitos ‘e se’); Aquário; Urano proeminente; as configurações Urano/Marte; Urano/Mercúrio e Urano/Júpiter.

Um fato interessante é o de quando há uma configuração desarmoniosa entre Urano e Júpiter não existe contenção, é tudo solto e desamarrado. Outro indicador astrológico da ansiedade é Júpiter proeminente ou angular, um trânsito de Júpiter/Sol, por exemplo, em que o  indivíduo quer abarcar tudo no mundo e entra em ansiedade.

Algo bastante interessante a respeito do quadro de ansiedade é que o ansioso melhora muito quando começa a ter mais espaço e tempo entre os acontecimentos, como uma prova hoje e outra na semana que vem. Quando tudo está misturado a ansiedade é tremenda. Outro aspecto importante é quando ele começa a querer menos, fazer menos, baixar um pouco a bola. Trânsitos repetidos de Júpiter revelam uma pessoa hiper ansiosa porque ela visualiza a quantidade de coisas que ela poderia abarcar e resolver, mas que ela não pode ter/fazer. É como uma criança em uma loja enorme de doces e guloseimas.

Outros aspecto astrológicos indicadores da ansiedade são: deficiência do elemento Terra, claramente, porque esse elemento quando equilibrado é que traz o indivíduo para o momento presente;  Marte proeminente, a pressa que traz a palpitação e ansiedade. É como se a pessoa ainda não tivesse entregado um documento e, mesmo assim, ela já quer saber quando vai ficar pronto, ou seja, não cumpre as etapas e os processos.

Além disso, há uma deficiência da polaridade feminina, que serve para acolher e gerar um pouco antes de colocar para fora, como a mãe que acolhe o filho no útero materno. Também há deficiência da casa 4, que possui esses recursos internos de acolhimento.

Também são indicadores astrológicos: Saturno angular, saturno de casa 5, Saturno/Plutão (ligado ao controle) e o mau desempenho da casa 12, que é justamente espaço da vida em que as coisas estão em gestação e o próprio indivíduo não sabe no que aquilo que vai dar. Na família da ansiedade encontramos a preocupação, o medo, pânicos e fobias.

Curtiu esse post? Fique de olho no próximo tema no nosso blog ‘Dores da Alma’, DEPRESSÃO!

Esse estudo utilizou como referência alguns conceitos apresentados no livro “Os Quatro Gigantes da Alma” de Mira Y Lópes – Editora Olympio.

Conheça o Curso de Formação em Astrologia da Cia dos Astros: www.ciadosastros.com.br

Céu de Fevereiro

Fevereiro começa com Vênus e Urano em harmonia de 02/02 a 03/02, nos provocando a experimentar o novo: novas amizades, novas comidinhas, novos ambientes, novas ideias, novas pessoas. Procure ser original e experimentar uma vida social excitante. Surpresas serão bem-vindas e vão impressionar positivamente nesses dias. De 03/02 a 04/02 Mercúrio e Júpiter ainda dão uma ajudinha, facilitando as comunicações. Aproveite! Aó esteja atento ao aspecto tenso entre Marte e Plutão, que começou em 31/01 e já provocou algumas situações explosivas que poderiam ser evitadas.

A seguir há bons aspectos no céu: Sol em harmonia a Júpiter (de 06/02 a 09/02), Mercúrio e Marte entre (07/02 e 08/02) e Mercúrio e Urano, de 09/02 a 10/02 (até o dia 12/01), também vão indicar momentos ótimos para fazer viagens, iniciar estudos ou tomar medidas ousadas com clareza e determinação.

O clima fica um pouco tenso entre 11/02 e 14/02, por causa da conjunção entre Marte e Urano. O cenário é repleto de precipitações e alta ansiedade, inclusive podendo causar acidentes. Por isso, vá com calma.

Marte passa pelo signo de Touro de 14/02 a 31/03, privilegiando todas as iniciativas mais voltadas para sua segurança e desejos pessoais. Por outro lado, o curso da ação tende a ser bem pragmático, principalmente nas relações custo-benefício, ou seja, se a equação indicar muito esforço para pouco resultado, será mais difícil sair da inércia. Um bom conselho, neste sentido, é evitar muita acomodação caso você precise alcançar algo concreto.

Na noite do dia 18/02 o Sol entra em Peixes, permanecendo neste signo até dia 20/03. Com o Sol em Peixes ficamos mais aptos a perceber para além do nosso mundo concreto. Há uma tendência natural a ficarmos mais abertos para os assuntos místicos, religiosos ou sutis. Mas também nos tornamos mais desligados ou menos concentrados nas questões concretas, com possibilidade de confundir o real e o imaginário. O Sol em Peixes exalta a criatividade, o mundo irreal, o encantamento e a elevação que as artes nos proporcionam. Em contrapartida, há mais ingenuidade, fantasia e sedução pelo mundo noturno.

Mercúrio entra em Peixes no dia 19/02 e só passa para Áries no dia 17/04, devido às suas retrogradações, reforçando ainda mais o que foi dito sobre o Sol em Peixes, mas com algumas peculiaridades. É um período em que a comunicação e o raciocínio ficam menos objetivos e lineares. Nesse período é muito mais fácil ver o todo de uma situação do que analisar racionalmente cada parte. O “big picture” fica mais perceptível, e por isso é mais fácil deixar passar batido os detalhes. Se eles forem importantes, faça um esforço maior nesse sentido para não incorrer em erros de interpretação ou omissão de dados, tanto na linguagem escrita como falada.

Há mais coisa boa no céu: Vênus em sextil com Netuno (de 16/02 a 18/02) e Sol de bem com Urano, de 17/02 a 19/02, facilitando o envolvimento romântico e trazendo excitação ao mesmo tempo. No entanto, como há duas conjunções quase simultâneas de Vênus e Saturno (de 17/02 a 19/02) e Mercúrio com Netuno (de 18/02 a 19/02) existem chances reais desses encontros vingarem, caso não baixe uma timidez extrema. Procure privilegiar a linguagem não verbal, já que a comunicação racional não será tão efetiva agora.

Com o sextil entre Mercúrio e Saturno, até 20/02, será um momento propício para compreender racionalmente a “mágica” que ocorreu nos dias anteriores.

Mercúrio forma vários aspectos a seguir: recebe uma quadratura de Júpiter entre 21/02 e 23/02, um sextil de Vênus entre 22/02 e 28/02 e um sextil de Plutão entre 22/02 e 24/02. Júpiter irá gerar verborragia excessiva e inundação de informação, mas Vênus e Plutão podem propiciar momentos muito positivos para fazer valer seu ponto de vista negociando questões financeiras ou, até mesmo, com um maior poder de sedução nas questões amorosas.

Um ponto de atenção ocorre entre 22/02 e 23/02, por causa da conjunção Vênus/Plutão: assim, podem surgir paixões arrebatadoras, excesso de ciúmes ou extrema necessidade de controle da pessoa amada.

Se você precisa começar alguma coisa que anda meio travada, aproveite o sextil que ocorre entre 24/02 e 02/03, principalmente se envolver contato ou colaboração de outras pessoas, pois será mais fácil sair da inércia nesse período.

No último dia do mês começa um quadratura entre Vênus e Urano, que se desfaz somente em 02/03, indicando maior necessidade de excitação e novidades na vida social. Aproveite o clima, mas não exagere!

Dores na alma: raiva

A psicologia e a astrologia andam juntas, no sentido de que são saberes que possuem autoridade para dissecar a alma. Claro que a Astrologia é mais antiga, mas nos últimos séculos ela se associou de forma muito potente a Psicologia.

Não há menor sombra de dúvidas de que alguns padrões planetários presentes no mapa natal ou algumas incidências de elementos ou de pontuações em casas astrológicas tornam uma pessoa mais suscetível a determinados sentimentos, desconfortos e dores da alma. Trata-se de uma vulnerabilidade provocada por desenhos planetários, com duração, intensidade e natureza dos símbolos que se apresentam no mapa natal. O grande alívio é que esses sentimentos têm hora pra ir embora, exemplo da passagem de Netuno por Saturno (campeã de depressão). É difícil passar por esta configuração sem sentir um grande desencantamento pela vida!

Muito bem, todos nós temos basicamente dois estados de alma: os hipertônicos, em que a carga energética é suplementar a do indivíduo, e os hipotônicos, em que há uma reclusão e retirada do estilo energético (gerando desconfortos bem diferentes).

O intuito de abordar a tag ‘Dores da alma’ é unir a Astrologia com a Psicologia para compreender os desconfortos da alma. Para isso, obteremos ajuda dos indicadores astrológicos no mapa natal e nos ciclos planetários associados aos estados de raiva, ansiedade, depressão e melancolia.

A raiva é um sentimento relativamente comum e muito fácil de ser gerada. Como ela funciona? A raiva é o ataque ao ‘eu’; quanto mais alto, forte e dominante a fisiologia do ‘eu,’ mais raivoso é o indivíduo. Geralmente as pessoas raivosas têm uma baixa tolerância ao se sentirem contrariadas, elas também possuem um senso de fronteira territorial muito sensível. Basta alguém se aproximar um pouco da área dela para que a raiva surja, pode ser o simples fato de invadir o braço da poltrona num assento do cinema, por exemplo. É como se fosse uma sensação muito primitiva de que o indivíduo tem um espaço a defender, o que faz com que essa pessoa fique neuroticamente reativa ao outro. Isso costuma gerar guerra entre vizinhos, no ambiente familiar “o pai é meu, eu cheguei primeiro” e, em situações mais graves, entre países.

Pode ocorrer com o raivoso a seguinte situação: de tanto se sentir invadido, ele acaba ocupando um espaço maior do que o de direito (ao se sentar, por exemplo), justamente para garantir o espaço dele em primeiro lugar e, em segundo, porque existe em sua configuração psicológica uma necessidade imperiosa de autonomia e liberdade de movimento. Aliás, é uma característica muito própria das crianças.

Como ocorre a descarga dessa dor? A descarga da raiva tenta neutralizar ou fazer com que a pessoa volte ao seu equilíbrio interior. A ideia é a de que chutar objetos ou outra ação qualquer devolva a ela o seu estado anterior de neutralidade. No entanto, essa descarga muitas vezes não pode acontecer em determinados casos. Como, por exemplo, quando a raiva é por alguém específico. A pessoa, chefe, amigo, familiar, parceiro ou, até mesmo, um órgão público não podem ser atacados. A descarga da raiva, então, não é o suficiente. Ocorre ainda que, muitas vezes, as pessoas responsáveis por ela simplesmente vão embora. Isso aumenta o estado da raiva e amplia seu sentimento, causando a cólera.

Quando o assunto é raiva, o ‘eu’ só quer PODER, afinal, ele é feito para poder as coisas. O sentimento da raiva surge, então, quando ele não pode aquilo que deseja. Quanto maior o tempo de vulnerabilidade do ‘eu’, maior a necessidade de descarga. Quando o indivíduo vai extravasar essa raiva, mesmo quando há reparação: pedido de desculpas ou teve sua demanda atendida, o ataque de raiva continua. O ideal é que ninguém tente amenizar ou ser aquela figura conciliadora, porque a pessoa simplesmente precisa deixar sair aquele acúmulo que a envenenou.

A raiva vira cólera, rancor, ressentimento e ódio de si. No caso do rancor, que é uma uma raiva aquecida em banho-maria – como no caso de configurações de Marte em Câncer/Marte em Touro/Saturno em Marte –  a pessoa fica com raiva daquele que lhe causou dano e invadiu seu território. O sentimento de raiva é de tudo e de todos, principalmente daqueles que defendem o agressor, além de si. A raiva de si ocorre quando o indivíduo se considera um perdedor, é um sentimento carregado da sensação de incompetência por não defender os interesses do tamanho do ‘eu’.

Cada uma das dores da alma possui uma família ou sentimentos derivados do sentimento matriz. No caso da raiva, sentimento matriz, existem também: a crítica, a autocrítica, a inveja, a ironia, a soberba e o mal-humor.

O mal-humorado fica parado mal-humorado e mal-humorando. O que isso quer dizer? O indivíduo não se mexe pra resolver a situação, fica reclamando e produzindo aquela energia densa sem resolver a questão.

A crítica é outra derivação da raiva. Não existem críticas construtivas! Se você quer que alguém melhore, você edifica, elogia, chama a atenção para os acertos, estimula, encoraja e acalma. A crítica é um ato raivoso, é uma forma de você atacar alguém com a intenção de diminuí-lo. Por que o raivoso a faz? Porque o outro está muito grande no caminho do meu gigante ‘eu’. A autocrítica é outra forma de agressão e raiva.

A inveja também é um derivado da raiva, porque o indivíduo prefere atacar ou destruir aquele que está ascendendo do que tratar de fazer igual para, assim como o outro, chegar lá. Ou seja, alcançar os mesmos méritos daquele que é invejado. Por isso, o invejoso nunca anda para frente, ele está sempre tomado pela ideia de torcer contra aquele que inveja. Nesse sentido, o invejoso precisa parar de se comparar – situação muito presente devido a casa 8, que tem a ver com o recurso do outro: energético, financeiro, entre outros.

O irônico também é um raivoso. A ironia é uma arma dos narcisos. O indivíduo se gaba da sensação de querer agredir, por mais que o adversário nem note – configuração de Plutão/Mercúrio.

A soberba é pior do que a ironia, nesse caso o raivoso é um ex-vaidoso. Um dia ele se achou uma grande coisa, não se realizou e ficou decepcionado com os seus propósitos. Só lhe restou a tal da soberba. Quando você está diante de um soberbo é muito comum que você sinta uma raiva inexplicável, sem que o outro tenha dito ou feito absolutamente nada. A raiva não é sua, é dele, você só está captando ela.

O ódio possui uma semelhança com a inveja e vincula mais do que o amor. A verdade é que você só odeia o semelhante ou o igual. Quanto mais se assemelha, mais passível de raiva. O ódio tem um componente de comparação, competitividade e da experiência de estar diante de um adversário que possui as mesmas condições que você. Fato é que as pessoas mais aptas não gastam energia nem perdem tempo com reclamação, lamúria e mal-humor, porque correm atrás para resolver os seus problemas. Por isso, você não repara características de mal-humor em pessoas muito produtivas. Afinal, o instinto energético delas está voltado para resolver as questões pendentes. Inclusive, nós brasileiros, estamos atualmente muito voltados para esta tendência de lamúria. Precisamos ter um cuidado em relação a isso!

Os aspectos astrológicos da raiva são: Marte (faculdade da reação) proeminente, configurações Marte/Sol, Marte/Mercúrio, Marte/Lua, que é uma configuração bem polêmica; com a desvantagem enorme de que a Lua não se sustenta. Exemplo: a pessoa bate a porta, desliga o telefone no seu ataque de raiva e depois chora, porque não sustenta o que fez. É uma combinação de ataque com carência que não funciona. Além disso, também há um mau desempenho das casas 1 e 5, que são casas de identidade, de excesso e distorção, com uma hipertrofia de ‘tudo eu’. Temos também Plutão dominante; Plutão/Sol, Plutão/Marte (sem sombra de dúvidas um dos componentes de cólera). O estado de cólera, que ocorre quando há um aspecto dissonante entre Plutão e Marte, faz com que o indivíduo perca o senso e tenha a impressão de que pode tudo num momento de raiva. Tanto a configuração Plutão/Sol, quanto Plutão/Marte são formas de poder mal-resolvidas. Urano/Marte é talvez uma das configurações de maior intolerância, não tolera nada que o ‘eu’ tenha que tolerar. Não aguenta que o outro fique na sua frente, não aguenta barulho, que o outro fale quando ele não quer ouvir e por aí vai. Além disso, Saturno/Marte também pode estar presente; revelando uma raiva mais seca e talvez mais cruel, porque ela é cozinhada e estratégica. Saturno proeminente com uma Lua tensionada, que dá o mal-humor. Muito associada também ao sentimento de inferioridade amorosa, o resultado é o mal-humor crônico. Plutão/Marte, quando envolvido com Saturno, também predispõe a raiva. Por outro lado, tem sua expressão contida. Também há o excesso de fogo, principalmente cardinal.

Curtiu esse post? Fique de olho no próximo tema no nosso blog ‘Dores da Alma’, ANSIEDADE!

Esse estudo utilizou como referência alguns conceitos apresentados no livro “Os Quatro Gigantes da Alma” de Mira Y Lópes – Editora Olympio.

Conheça o Curso de Formação em Astrologia da Cia dos Astros: www.ciadosastros.com.br

O que a analogia do navio diz sobre cada um de nós

Você certamente já deve ter ouvido falar sobre a Lei da Atração e de que forma ela pode mudar a sua realidade. Isso remete a um assunto já mencionado em outra oportunidade (Canal do Youtube), que falava sobre progressões, trânsitos e usava a interessante e pertinente analogia do navio.

A primeira vez que tomei conhecimento dessa analogia foi a partir de um astrólogo de São Paulo, Maurício Bernis, que discorreu sobre trânsitos e progressões em sua palestra. A partir daí, comecei a aprofundar os conceitos envolvidos e decidi compartilhar com vocês! Preparados?

Cada um de nós internamente e individualmente somos uma espécie de navio. Esse navio tem diversas características pessoais, que são dadas de acordo com o mapa natal: pode ser que o navio seja rápido, cargueiro, uma lancha e por aí vai. Todas as potencialidades desse navio estão lá no mapa natal, momento do nascimento.

Em primeiro lugar é preciso avaliar as suas condições internas, verificando qual era o projeto de inicial de sua construção. Imagine que você é esse navio e pense a respeito do seu projeto: quantas cabines foram pensadas, qual o tamanho da tripulação, quanto combustível ele armazena, entre outras coisas. Tudo isso são os seus potenciais, que dependem do seu esforço e desempenho para desenvolvê-los.

Existem forças muito fortes atuando dentro no navio, que influenciam diretamente nesse desenvolvimento. Por isso, mesmo que você tenha potenciais que tenham sido indicados pelo mapa natal, precisa trabalhar arduamente. Pode ser, por exemplo, que você não cuide adequadamente do casco do navio, esqueça de abastecer de combustível em alguma viagem e, além disso, podem acontecer problemas que interfiram no seu modo de navegação. Da mesma forma, pode ser que você faça revisões frequentes, implementando melhorias. Assim é a nossa vida internamente, podemos deteriorar ou melhorar nós mesmos e também podemos fazer com que o navio apodreça, caso não façamos nada.

Ao mesmo tempo em que há essas forças internas, também há forças externas. As variáveis estão muito presentes; o mar que esse navio navega é calmo, agitado, tem ventos, tem algum navio próximo, navios inimigos, navios amigos, que indiquem novas rotas interessantes para você seguir? O resultado do destino desse navio é a somatória das duas forças, interna e externa.

Imagine a seguinte situação: o cenário externo é favorável para que você faça uma viagem tranquila, sem que ninguém atravesse a sua rota, soprando um vento a favor da direção que você deseja, mas internamente o combustível só dá pra chegar até metade do caminho, a tripulação se rebelou, não obedece mais às ordens do capitão, além de haver um vazamento no casco. Provavelmente será muito difícil chegar até o seu destino. Se as condições internas do seu navio estão muito deterioradas, a maior probabilidade é a de que você não chegue até o próximo porto.

Agora imagine um mar revolto, com um navio se aproximando para atacá-lo, com canhões na sua direção, uma tempestade horrível surge, mas internamente você se preveniu. Reforçou a estrutura do navio, instalou canhões como defesa, tem um rádio de longo alcance para contatar navios amigos e pedir ajuda. Com isso, a probabilidade de chegar ao destino é muito maior do que na situação anterior, mesmo com esse cenário externo conflituoso.

Ainda dentro dessa analogia, podemos pensar: será que eu, dentro do navio, estou vendo tudo que está acontecendo ao meu redor? Culpando Deus por mandar a tempestade, os navios inimigos que estão me atacando? Será que eu tento interferir nesse cenário externo ou estou preocupado em reforçar a minha realidade interna?

A realidade interna é, em primeiro lugar, o mapa natal (suas potencialidades); o projeto do navio. Em segundo lugar as progressões, que mostram em que fase de vida você está. Você pode usá-las mesmo que elas sejam tensas para enfrentar turbulências no futuro.

Outro aspecto é o ambiente externo, os trânsitos e revolução solar, coisas que não dependem de você; elas vão acontecer quer você esteja bem ou mal internamente. Exemplo: tripulação descontente ou rebelde. Será que você está harmonizado internamente para lidar com isso? Você estudou, se preparou, fez poupança ou se preveniu de alguma forma para enfrentar possíveis turbulências?

A analogia do navio serve para nos mostrar que somos nós os responsáveis por criar a nossa própria realidade, claro que com limitações. No entanto, se nos preparamos internamente, teremos condições para enfrentar adversidades e turbulências. Por isso, a recomendação para este ano é se fortalecer internamente!

Aproveite 2019 para reforçar o seu navio. Não seja vítima das adversidades externas, mas use o seu livre-arbítrio para criar a realidade de dentro para fora. Use seus potenciais, experiências, tudo o que construiu paulatinamente para alcançar mares mais tranquilos e situações favoráveis na sua vida! O mérito de sair da área de tempestade está ligado ao quanto trabalhamos internamente, trabalhe e chegue lá!

A astrologia pode ajudar cada um de nós a entender as questões ligadas ao nosso mapa natal, o momento que estamos enfrentando; indicado pelas progressões, e que nos ajudam a prever o início e término de cada período da nossa vida. Além disso, os trânsitos oferecem um panorama de quando vão surgir acontecimentos difíceis externamente. Quando cruzamos todas essas informações é possível compreender a realidade que nos cerca. Não à toa, a astrologia é realmente apaixonante!

Quer entender melhor sobre esse universo maravilhoso? Conheça o nosso Curso de Formação em Astrologia: www.ciadosastros.com.br

Previsões astrológicas: o que esperar do Brasil em 2019

Um ano novo chegou e, com ele, novas resoluções importantes para a vida de todos nós, inclusive para o Brasil. Temos a passagem de Júpiter pela casa 10 no mapa do Brasil. Quando Júpiter atravessa o mapa de alguém ou, como neste caso, de um país traz mudança, prosperidade, expansão e crescimento para o segmento onde ele está transitando.

A Casa 10 é o Poder Executivo, que aliás coincide com mudança de governo deste ano. Júpiter passando por esta casa expressa um momento que garante uma espécie de espaço de manobra para o Poder Executivo, presidência e assessores, atuarem de uma maneira não tão restrita, acorrentada e presa. Além disso, também é uma indicação de uma melhoria, prosperidade e avanço para o crescimento econômico no país. Facilita êxito nas medidas que possam resultar no desenvolvimento do Brasil e também um pouco mais de prestígio e reputação para o país em 2019. Essa fase deve ser aproveitada!

Por outro lado, temos um aspecto tenso na Casa 9; Urano oposto a Marte. Essa casa está ligada ao setor internacional, às relações internacionais e relações exteriores do Brasil, e também ao Poder Judiciário. Essa oposição Urano-Marte gera uma certa instabilidade, desconforto e estresse no cenário internacional. Podemos dizer que as pessoas responsáveis pela política externa do país tem que ser menos impetuosos, imprudentes e evitar medidas mais arriscadas que possam gerar afastamentos e rupturas de parceiros internacionais importantes.

A outra tensão presente na casa 9 do mapa do Brasil é em relação ao judiciário. Há um ar de estresse, tensão e provocação e mais tendência a conflitos com figuras proeminentes do Judiciário, ou entre elas, especificamente em 2019, nos meses de Maio-Junho, Outubro-Novembro, além de Fevereiro e Março do ano que vem.

Quer saber mais sobre as previsões astrológicas? Conheça o nosso Curso de Formação em Astrologia: www.ciadosastros.com.br

Céu de Janeiro

Todo início de ano marca um período para renovar propósitos para o futuro. Nesse sentido, o ano começa animado pelo ingresso de Marte em Áries, seu habitat natural, aumentando nossa energia e iniciativa para sairmos da inércia e avançarmos na direção dos nossos objetivos. No entanto, Sol e Saturno conjuntos em Capricórnio de 1 a 3/1 vão adicionar boa dose de realismo e pragmatismo às nossas ações, o que pode ser muito positivo para as suas efetivas concretizações, desde que o receio de avançar não seja excessivo.

Como Mercúrio passa por Capricórnio de 5 a 24/1, será um bom período para organizar papéis, documentos e montar estratégias de longo prazo. Entre 3 e 4/1 você deve aproveitar o trígono entre Mercúrio e Urano para pensar fora do padrão usual, e assim conseguir inovar e descobrir saídas originais e criativas para velhos problemas. Como o Sol e Netuno também fazem um sextil no período de 3 a 5/1 haverá uma ajuda celeste nesse sentido, aumentando sua intuição e inspiração.

No dia 6/1 Urano fica estacionário e inicia seu movimento direto até agosto, indicando mais novidades e mudanças nesse período. No dia 05/1 às 22h28 de Brasília ocorre um eclipse parcial do Sol em Capricórnio (Lua nova). Eclipses são eventos especiais, em que temos a chance de perceber o mundo sob outra ótica, como se a luz do local onde estamos desse uma piscada, nos fazendo perceber o que está ao nosso redor de uma forma diferente. Nos eclipses solares como esse, a Lua – energia passiva ou Yin –  apaga momentaneamente a energia consciente, ativa e solar (Yang), favorecendo os insights e lembranças relativos ao passado. Pode haver um saudosismo mórbido sobre as conquistas e sucessos passados, por até seis meses após esse eclipse. Isso acontece devido à conjunção da lunação com Plutão, principalmente para os nascidos no segundo decanato dos signos cardinais (Capricórnio, Câncer, Áries e Libra). Dezesseis dias depois, em 21/1, às 02h16 de Brasília, ocorre outro eclipse. Agora total da Lua cheia a 0º52’ de Leão, com Urano “quadrando” os dois luminares. Esse episódio pode marcar mudanças súbitas de crenças passadas, que são substituídas por novas e revolucionárias nos próximos meses, principalmente para os nascidos no primeiro decanato dos signos fixos (Leão, Aquário, Touro e Escorpião).

Vênus fica no signo de Sagitário do dia 7/1 a 3/2, despertando em nós o desejo de ampliação dos nossos horizontes, seja através de alguma reunião social com muita gente ou o desejo de experimentar uma culinária mais exótica em algum restaurante.

Mercúrio e Marte, que estarão em pé de guerra de 7 a 9/2, podem indicar propensão a muitas brigas, discussões e conflitos, principalmente verbais. É aconselhável uma cautela maior no trânsito e nos deslocamentos para se evitar acidentes e precipitações.

Júpiter e Netuno de 8 a 19/1 poderão nos ajudar a ver o lado mais colorido e romântico do mundo. Evite a ingenuidade, mas aproveite esses dias para dar uma chance para a arte, a música e as questões mais espirituais ou sutis, porque estarão mais acessíveis.

O Sol em Capricórnio encontra Plutão de 10 a 12/1 fazendo com que possamos atuar com maior determinação e deixando florescer nosso carisma e autoridade.

Do dia 12 ao 14/1, Saturno se une a Mercúrio, o que desperta um pensamento mais racional, pragmático e lógico.  Pode ser um ótimo período para tocar tarefas que exigem altos níveis de concentração e foco por longos períodos. Por outro lado, de 14 a 15/1, Mercúrio solta Saturno e se harmoniza a Netuno, facilitando mais o pensamento não linear e intuitivo em detrimento da razão absoluta. Logo depois, Vênus e Marte em trígono de 16 a 21/1 facilitarão muito a vida dos pares românticos. A libido e a sensualidade ficarão em maior evidência.

É bom ficar atento a conjunção de Mercúrio e Plutão de 18 a 19/1, já que esse episódio pode provocar uma comunicação penetrante e persuasiva, mas nem sempre muito doce…

Sol quadrado a Urano de 17 a 19/1 vai nos causar impaciência e excitação, junto com uma boa dose de desejo por maior liberdade. Procure ver as coisas sob outra perspectiva, será interessante.

Na manhã do dia 20/1 o Sol entra em Aquário, permanecendo neste signo até 18/2, favorecendo os encontros sociais, a elaboração de planos sobre o futuro sob uma abordagem original e de vanguarda.

De 19 a 23/1 Marte e Saturno se desentendem seriamente, dificultando muito as iniciativas. Seja paciente e persistente, evite abrir caminho a qualquer custo. De 20 a 22/1, Vênus entra em tensão com Netuno, desaconselhando-se fechar compras/vendas ou, até mesmo, abrindo os olhos para não ser enganado em questões envolvendo dinheiro. O julgamento da realidade fica obscurecido.

Como Vênus e Júpiter ficam em conjunção de 21 a 23/1, é um bom conselho evitar gastos excessivos até esse dia. Por causa da quadratura de Urano e Mercúrio de 22 a 23/1, é prudente planejar bem os deslocamentos com alguma antecedência e ter cuidado ao expor suas ideias nesse período, porque a mente de todos fica extremamente agitada e ansiosa, assim como as comunicações e o raciocínio entrecortado.

Não é um bom momento para negociar acordos ou conseguir a adesão das pessoas às suas ideias – evite impô-las. Mercúrio entra em Aquário na madrugada de 24/1 e lá fica até 10/2, facilitando nesse período o pensar fora da caixa e o surgimento de ideias inovadoras e à frente do seu tempo.

De 23 a 27/1 os céus nos presenteiam com um ótimo aspecto entre Marte e Júpiter, aumentando a nossa iniciativa, coragem, autoconfiança e sendo até favorável para atividades esportivas ou viagens. O fim do mês, do dia 28 a 31/1, ainda favorece as relações comerciais, divulgações e contatos de todos os tipos proporcionados pela conjunção Sol e Mercúrio. É bom ter um cuidado no dia 31, à partir do final da manhã, pois devido à quadratura de Marte e Plutão até 3/2 podemos ter situações explosivas e violentas. Convém evitá-las!

Conheça nosso Curso de Astrologia: https://ciadosastros.com.br/

Júpiter em Sagitário e seu encontro com Netuno

Júpiter entrou em Sagitário em Novembro de 2018 e fica nesse signo, onde está muito confortável para fazer suas façanhas, até Novembro/Dezembro de 2019. Os astrólogos já chamaram atenção pra esse grande posicionamento de Júpiter e Sagitário, que promete crescimento, avanço, multiplicação, prosperidade e evolução. Aliás, é muito mais fácil crescer quando Júpiter se encontra em domicílio no próprio signo.

Por este motivo, onde você tiver Sagitário na casa natal, planeta ou aspecto, como no caso dos signos de fogo Áries, Leão e o próprio signo de Sagitário, você terá uma expansão naquela área do seu mapa natal. Por outro lado, haverá um diálogo complicado de Júpiter com Netuno, que se encontra no Signo de  Peixes. Peixes é, por assim dizer, um signo adverso ao signo de Sagitário. Para quem entende um pouco de astrologia, sabe que isso acontece por causa da quadratura entre Júpiter e Netuno. Esse encontro adverso acontecerá em Janeiro de 2019 e, principalmente, no meio do ano (Julho a Setembro).

Crescemos, progredimos, adicionamos, aumentamos e, quando há esse encontro com Netuno, tudo o que foi conquistado até então, pode se esvair, se perder. É como uma bolha de sabão que se estoura. O grande desafio desse período então é reter, assimilar, guardar esse crescimento e todos esses avanços.

Se você quer saber melhor como funcionam os ciclos planetários e como os planetas dialogam entre si, conheça o Curso de Astrologia da Cia dos Astros e explore disciplinas como aspectos, progressão, sinastria e outras disciplinas que analisam as performances desses planetas e todos esses diálogos e influências na nossa vida: https://ciadosastros.com.br/

O Ingresso do Sol nos Signos

O Sol representa, entre outras tendências de sua personalidade, sua consciência, no dia em que nasceu. Quando comparado em seu movimento com o mapa natal, o ingresso do Sol nos signos é muito importante para determinar tendências comportamentais do coletivo incidindo sobre você durante o período em que ele fica naquele signo.

Há sempre uma modificação da realidade geral experimentada, de acordo com a mudança do planeta que rege este ou aquele signo. Por este motivo, o ingresso dos planetas nos signos é algo muito importante para a astrologia, bem como para análises das mais diversas tendências.

Na astrologia mundial, por exemplo, o ingresso do Sol nos signo de Áries é muito utilizado para determinar qual será a tônica geral do ano para determinada região. Para se ter uma ideia, aqui no Brasil, para se compreender a tônica da capital Brasília, por exemplo, é feito um cálculo do ingresso do Sol no signo de Áries junto às coordenadas da cidade.

Isso irá gerar um mapa com uma configuração particular para aquela região e, como Brasília é a capital do país, irá valer para o Brasil todo. Esse mapa acaba servindo de referência para o ano inteiro e suas características podem ser lidas para determinar os rumos da economia, como estará a sociedade, o setor de saúde entre outros.

O ingresso dos outros planetas nos signos também é importante, especialmente, se estamos falando do ingresso de um planeta que rege determinado signo num outro. O que resulta no seguinte fato: quem tem ênfase nesse signo num mapa acaba vivendo uma diferença de experiências, de acordo com o signo no qual aquele planeta regente entrou. Por exemplo, quando você tem uma ênfase em Gêmeos ou Virgem, que são regidos por Mercúrio, e quando Mercúrio em trânsito ingressa num signo como Áries ou Sagitário, há a tendência para que essas pessoas fiquem mais sinceras e diretas, mais do que a média.  Além disso, podem perder um pouco da sensibilidade ao falar e se tornarem mais apressadas, tal qual os signos do elemento Fogo (Áries e Sagitário).

Ainda assim, para toda e qualquer pessoa, o ingresso de um planeta num signo e seu trânsito por lá marca uma mudança no tom coletivo. Esse mesmo Mercúrio, transitando em Áries ou em Sagitário, faz com que as comunicações em geral fiquem mais aceleradas, ocorram de modo mais direto e simples, sem rodeios, favorecendo as pessoas com comportamento mais prático e descomplicado.

Por outro lado, isso muda quando Mercúrio entra em Touro, por exemplo. Um signo que
segue uma linha mais planejadora, com uma capacidade maior de mexer com recursos,
finanças e prazeres da vida, mas com necessidade de “ruminar” por mais tempo uma
decisão.

Como vimos, há diversas maneiras de usarmos o ingresso dos planetas nos signos para
determinar tendências. Continue acompanhando o nosso blog para saber o que cada
planeta reserva em cada signo do zodíaco!

Achou esse post muito curto e ficou curioso por esse tema? Inscreva-se no Curso de Formação em Astrologia da Cia dos Astros: https://ciadosastros.com.br/

Como funciona a temível Casa 12?

Nesse post vamos falar sobre um tema que gera muitas dúvidas e controvérsias: a temível Casa 12. Alguns conceitos são importantes para facilitar o entendimento desta casa, o que veremos a seguir.

A Casa 12 é uma casa psíquica, assim como todas as casas de água – Casa 4 e Casa 8. Por este motivo, elas têm um caráter muito mais subjetivo, diferente por exemplo da questões tão objetivas das Casas de Terra (2,6 e 10), por exemplo. Por outro lado, não significa que não possamos compreender com facilidade o que a Casa 12 representa.

A analogia da Casa 12 com o signo de Peixes nos faz ver que essa casa trata de coisas são fluidas, ou seja, ao mesmo tempo em que pode ser uma coisa também pode ser outra. Se pensarmos no signo de Peixes, pensamos e enxergamos de forma panorâmica o universo. O sentimento de pertencer a uma coisa cósmica ou maior que nós, é justamente o conceito por trás da Casa 12. É diferente de pensarmos no signo de Virgem, por exemplo, que olha e se foca nos detalhes.

A Casa 12 é aquilo que está além de nós, o que não se pode comandar ou gerenciar. Isso é semelhante com a questão do signo de Peixes, porque envolve entrega. Tudo que foge ao nosso controle, precisa ser aceito e entregue. Essa casa também tem a ver com a ausência do ego, por isso ela é a última casa. A Casa 1, a primeira do mapa, fala do “eu”, do ego, enquanto a Casa 12 diz respeito a tudo que não está sob controle, que escapa à nossa vontade.

Um macete bastante prático para entender essa casa é compará-la a casa oposta. Isso serve para todas as casas, mas ainda mais para a Casa 12. O que é a Casa 6 e o que é a
Casa 12? Uma é o avesso da outra. Quando falamos da Casa 6 falamos da vida ordinária,
daquilo que organizamos para viver nossa rotina de forma funcional. Segue um ritmo, uma cadência, sempre igual. A organização necessária à Casa 6 existe para que o dia e a nossa vida funcionem. Já quando falamos da Casa 12, sua oposta, vemos que é ela trata
exatamente daquilo que está fora do ordinário, do que é certo, organizado, da cadência. Ou seja, a Casa 12 trata do extraordinário, do que não se controla, do que não depende da nossa vontade e simplesmente acontece, queiramos ou não. Tem que ser aceito.

Isso não significa que o que acontece nessa casa não depende de você. A Casa 12 também fala de todas as forças invisíveis ao nosso redor, que são influenciadas de alguma forma pelas nossas ações. Por isso, essa casa é um reflexo das atitudes que tomamos na Casa 1 e da organização ou da ausência dela na Casa 6. Isso desemboca num questionamento de “Como isso aconteceu?” No fundo, lá atrás fomos responsáveis por isso.

Alguns almanaques falam que a Casa 12 diz respeito a inimigos ocultos. Em primeiro lugar é necessário compreender que essa casa diz respeito àquilo que não temos consciência. A Casa 1 é o consciente, o que você escolhe fazer, as suas próprias vontades. A Casa 12 está na parte de cima do mapa, acima do horizonte. É uma casa pública, mas sem nenhuma consciência. Ora, o que se assemelha a alguma coisa que é ao mesmo tempo pública e inconsciente? Trata-se da nossa nuca ou das nossas costas, que todo mundo vê com exceção de nós mesmos! Ou seja, a nuca e as costas são pedaços de nós que são públicos, mas não os percebemos. Fazendo uma analogia a uma brincadeira de criança; a Casa 12 é aquele papel que você cola nas costas de alguém para que todos leiam, mas quem tem o papel colado em si não sabe o que está escrito. Pode ser um elogio ou um xingamento… Daí vem o fato da Casa 12 ser chamada de casa dos inimigos ocultos. No entanto, isso não quer dizer que só aconteçam coisas ruins.

A Casa 12 também tem a ver com o imponderável. São como os fios invisíveis que ligam e conectam pessoas e acontecimentos, podendo ser positivos ou negativos. No fundo, no fundo, são as nossas própria atitudes de Casa 1 que podem causar benefícios, malefícios ou atrair inimigos sem que percebamos. E tudo isso é Casa 12. Por falar a respeito do que é inconsciente, pode ser difícil lidar com alguns planetas nessa casa, quando temos eles no nosso mapa natal. Por exemplo, Mercúrio fica muito bem na Casa 6, porque é o nosso lado racional e lógico, mas ele na Casa 12 vai procurar entender, explicar e racionalizar o que não se explica, o imponderável. Por isso, Mercúrio de 12 está em exílio terrestre.

Outro planeta que não fica muito adequado na Casa 12 é Marte, que representa a nossa iniciativa, agressividade e a forma como nos defendemos quando somos atacados. Marte na Casa 12 é a luta de tomar iniciativa em questões que estão fora da nossa consciência e controle. Em compensação, alguns planetas funcionam muito bem na Casa 12, como por exemplo, Netuno e Júpiter. Netuno fala das conexões invisíveis que ligam pessoas, acontecimentos, causas e sincronicidades e, por isso, está em domicílio terrestre quando na Casa 12.

Júpiter, regente clássico de Peixes, também está em domicílio terrestre e pode atrair sorte e benefícios numa área em que você não controla. Assim como Vênus, também benéfico e interessante de se ter na Casa 12.

Além de tudo, é muito comum ver em almanaques a Casa 12 ligada a prisões e hospitais. Na verdade ninguém é preso à toa nem internado sem necessidade. Pessoas nessas condições estão fora do ordinário (Casa 6), ou seja, estão numa situação extraordinária, e portanto precisam de ajuda, atenção e cuidados. E é por isso que quem tem muitos planetas na Casa 12, entre outras coisas, podem ser profissionais que mexem com esse lado extraordinário, onde assistência, cuidado e até caridade são necessários: médicos, enfermeiros, pessoas que fazem trabalho voluntário, entre outras.

Do ponto de vista de saúde há também um aspecto bastante interessante. Dentro do mapa, olhamos principalmente a Casa 1, Casa 6, Casa 8 e a Casa 12 quando queremos detalhes da saúde de uma pessoa. A Casa 12 fala sobre as doenças assintomáticas (sem sintomas), que vão deteriorando nosso corpo e não nos apercebemos disso. Lógico, porque não temos consciência. Como é uma casa psíquica, essas doenças têm muito a ver com o nosso estado psíquico. Interessante, não é?

Achou esse tema bem bacana? Conheça o Curso de Formação em Astrologia da Cia dos Astros: www.ciadosastros.com.br

Céu de Dezembro


Dezembro já começou tenso por causa da quadratura entre Sol e Marte, que se iniciou no último dia de Novembro e foi até 05/12. Discussões, ânimos acirrados e muita competitividade. As reações tendem a ser impulsivas e agressivas, por isso convém evitar conflitos.

Urano também fica oposto a Vênus desde 29/11 e vai causar estranhamento, rompantes e comportamentos inesperados nos pares afetivos até 02/12. Procure dar mais espaço ao outro para amenizar essa tensão.

Vênus ingressa em Escorpião de 02/12 até o início do ano, intensificando todas as relações afetivas. O interesse sensual fica mais intenso, mas também há um aumento da desconfiança, a insegurança e de ciúmes em relação ao parceiro, o que pode ser corrosivo.

De 4 a 6/12 Netuno e Sol entram em profundo desacordo, gerando falta de perspectivas. Os objetivos de vida parecem que perdem o sentido e o horizonte fica nebuloso, podendo gerar enganos e erros de avaliação. De 5 a 8/12 Netuno também fica conjunto a Marte, fazendo com que seja necessário muito mais esforço para você ver as coisas andarem.

Não é o melhor momento para tomar decisões importantes e partir para a ação, especialmente aquelas decisões que mudam o curso da vida. A visão não é clara e a energia necessária para se ter sucesso não está boa.

Mercúrio cessa seu movimento retrógrado em 6/12, nos dando um alívio para as questões envolvendo comunicação, telefone, internet e transportes. Por outro lado, como ele leva um tempinho para recobrar o pleno movimento direto e, logo em seguida, entra em Sagitário, é bom esperar até a noite do dia 12/12 para fazer aquela divulgação importante ou iniciar uma nova ação de marketing.

Saturno irá nos dar uma ajudinha para encontrar pechinchas e objetos antigos, belos e de valor, ao se harmonizar a Vênus de 15 a 17/12. É também um momento favorável para reforçar os laços afetivos, tornando as parcerias mais sólidas e duradouras. Quase nesse mesmo período Marte se afina bem a Plutão (15 a 18/12), facilitando todas as iniciativas necessárias para eliminar o que não presta e nos dando energia extra para encarar desafios.

Entre 19 a 21/12 deve aumentar o nosso interesse por ideias avançadas e inovadoras, devido a harmonia que Sol e Urano fazem no céu. O foco fica mais dirigido a assuntos tecnológicos e a reunião de pessoas em torno de um ideal em comum, principalmente se estiver ligado a ideologias ou assuntos de vanguarda. É um bom período também para estudos e viagens entre 20 e 22/12, proporcionada pela união de Mercúrio a Júpiter.

Netuno e Vênus nos presenteiam com um agradável toque de romance e fantasia entre 20 e 22/12, sendo uma época muito propícia para apaixonar-se. Seja por uma pessoa encantadora, seja por admirar qualquer tipo de arte, como música, dança, cinema e teatro. Que tal um programa desse nesses dias, especialmente se for com aquela companhia especial?

No dia 21/12 é o Sol que muda de signo, passando para Capricórnio e marcando o início do Verão no Hemisfério Sul e o início do inverno no Hemisfério Norte. Com o Sol em Capricórnio, as características mais marcantes desse signo vão se fazer mais presentes na nossa vida, sendo nós capricornianos ou não. Vamos ter mais tenacidade e persistência para perseguir e alcançar nossos objetivos materiais, mesmo que dê trabalho, e com uma visão mais consistente e pragmática das coisas. Esse é um período que vai até o dia 20 do mês que vem e será muito favorável para planejar cuidadosamente os próximos passos a serem dados na sua profissão e na sua carreira, assim como o que deve ser cortado e o que deve ser reestruturado para buscar sucesso ano seguinte. Mãos à obra!

Exatamente durante o natal, entre 24 e 25/12, Mercúrio e Netuno se desentendem. Isso faz com que o raciocínio fique confuso e turvo. É difícil pensar com clareza agora, e pelo contrário, é muito mais fácil ser enganado. É bom tomar cuidado também com o mau uso da palavra, quando se fala (para não ser erroneamente compreendido), e quando ouve. Outra dica é ficar atento aos caminhos, porque é literalmente mais fácil se perder por eles nesses dias.

No final do ano, entre 27 e 29/12, Plutão e Vênus vão estar formando um belo sextil no céu, aumentando a atração física e a paixão entre os pares românticos, nos preparando para um agradável réveillon!

Página 1 de 9