Ferramentas comportamentais: Marte

Uma das coisas mais interessantes no estudo da Astrologia é fazer uso de ferramentas comportamentais, algo que funciona quase como uma ‘magia’ astrológica. Como isso é feito e do que se trata? São atitudes adotadas em conformidade com o que de melhor se pode extrair de um período da vida, mesmo quando ele indica dificuldades. Tomemos como exemplo uma fase em que o planeta Marte está sob algum tipo de tensão (formada por aspectos tensos enviados por trânsitos ou progressões ou outra técnica de previsão): quando tal coisa ocorre com esse planeta, que lida com a sua agressividade e a dos outros, assim como com a necessidade de movimento e de sair da inércia, podemos intensificar nossas atitudes, nos tornarmos mais irritados ou lidarmos diretamente com pessoas rudes. Também podemos sofrer pequenos ferimentos, como quando nos distraímos ao cortar pão ou manipular alimentos e panelas quentes na cozinha, fazendo a barba e até mesmo  queimaduras com cigarro ou incenso. Esses “efeitos colaterais” são comuns com o trânsito de Marte. Entre outros efeitos, podemos pensar que é um período no qual somos desafiados, talvez por outros que nos provocam de algum modo alegando covardia ou falta de capacidade, por exemplo. Nesse contexto a necessidade de responder à altura e prontamente, algo bem característico do comportamento marcial, é bem evidente. A dica é recuar neste momento! Se alguém o apelida de um adjetivo que você sabe que não condiz com quem você é, qual a necessidade de retrucar? Procure contornar a situação, talvez passando a contenda a uma terceira pessoa que não esteja envolvida no problema e não sinta tamanha necessidade de uma resposta intensa, como no seu caso.

Claro que se você ficar encurralado, obviamente, não haverá alternativa a não ser responder. Provavelmente o provocador merecerá a bronca, mas o quanto for possível será melhor manter a distância. Enquanto Marte está aflito por aspectos tensos, não temos a mesma desenvoltura em competições ou enfrentamentos.

Neste período é importante evitar se colocar em situações reconhecidamente perigosas como esportes radicais, por exemplo, que exigem uma revisão de equipamentos de segurança. O ideal é fazer uma revisão bem severa de tudo antes de partir para a ação, caso você não consiga evitar se expor a esses riscos e isso inclui transitar por locais também reconhecidamente perigosos. Não convém contestar autoridades policiais, militares, nem entrar em discussões no trânsito. O que puder evitar, não pense duas vezes: evite, contorne e recue.

Outra dica é respirar fundo antes de lidar com situações estressantes, isso dá tempo para o seu sistema nervoso sedimentar os acontecimentos. Faça quase como se fosse um bom exercício de Yoga; inalando e retendo o ar lentamente algumas vezes. Isso acalmará e permitirá um raciocínio mais claro e uma ligeira redução dos batimentos cardíacos dos mais afoitos. As atividades físicas são sempre aliadas, quando realizadas de forma moderada. Não exagere nessa época com exercícios intensos, já que eles podem resultar em alguma pequena lesão.

As ferramentas comportamentais são bastante úteis e oferecem resultados muito bons para o enfrentamento de fases complicadas, como a mencionada neste post. Gostou desse conteúdo e quer saber mais sobre o assunto? Conheça o Curso de Formação em Astrologia da Cia dos Astros: https://www.ciadosastros.com.br/

Sinastria e a Interferência de Campo

Certamente você já deve ter ouvido falar sobre a técnica de sinastria, que é uma técnica usada para avaliar o nível de compatibilidade entre duas pessoas e, mais do que isso, que áreas são compatíveis e que áreas são divergentes a nível pessoal ou profissional.

A sinastria não determina se um relacionamento dará certo ou não, mas ela guiará você no que diz respeito a melhorias que podem ser feitas dentro dessa relação.

Há um aspecto que é muito pouco falado em astrologia, que é o de interferência de campo. Basicamente, o mapa de duas pessoas interferem e recebem interferências mutuamente. Isso acontece independentemente de um indivíduo querer interferir na vida do outro. Basta a simples existência de um em contrato ou pacto, ou seja, sendo sócio ou parceiro afetivo. Enquanto durar essa relação um acaba interferindo no mapa do outro. Mas como isso acontece?

Vamos supor que o Planeta Júpiter está em qualquer lugar do mapa do indivíduo ‘x’. Quando fazemos a comparação de mapas, esse planeta vai cair em algum lugar do mapa do indivíduo ‘y’. Vamos dizer que a simples existência desse elemento, Júpiter, no mapa da outra pessoa é capaz de expandir, melhorar e abrir portas sociais para algumas situações da vida dessa pessoa, como o Júpiter de um na 3ª casa do outro, que expande os interesses em estudos e jornadas em locais próximos. Isso acontece sem que seja necessário dizer ao outro ‘olha, vai estudar’, porque ele vai de qualquer modo. Em outros casos, o diálogo se faz presente, mesmo à distância, sem que seja necessário dizer ‘vamos conversar mais’, e assim por diante. Resumidamente, esse indivíduo terá um desenvolvimento maior com a ocupação de Júpiter nesta casa específica.

Agora vamos supor que o Júpiter do indivíduo ‘x’ caia na 10ª casa do indivíduo ‘y’, que diz respeito à reputação e status social. Pode acontecer, por exemplo, a seguinte situação: antes de conhecer o fulano, essa pessoa ainda não tinha destaque ou não era tão bem vista socialmente. O simples fato do fulano ‘y’ existir vai elevar o beltrano ‘x’, no que diz respeito ao contexto social, favorecendo situações em que este último ganhe mais prestígio.

Percebe como há uma interferência de campo, estando ou não conscientes as pessoas envolvidas numa relação pessoal ou profissional? Você pode aprender mais sobre esse tema no Curso de Formação em Astrologia da Cia dos Astros: www.ciadosastros.com.br

Céu de Março

O mês começou com Mercúrio em harmonia com Plutão (até o final do dia primeiro) e também com Júpiter (até 2/3). Além de ser muito positivo para viagens e todo tipo de atividade que envolva comunicação – falar em público, dar palestras, escrever textos e estudar – Plutão vai proporcionar autoridade e profundidade ao que é transmitido. Vênus também forma um aspecto positivo a Júpiter (de 1 a 2/3) e a Vênus (de 2 a 6/3), favorecendo as transações comerciais, as negociações de compra e venda fáceis e bem vantajosas, além de ser uma época muito propícia para a paquera, para a harmonia entre casais e para pedir e receber favores. Aproveite esse presente dos céus!

O Sol fica conjunto a Netuno em Peixes de 3 a 5/3 e isso vai aumentar a nossa sensibilidade às impressões mais subjetivas, como tudo que é ligado à arte ou ao universo imaterial. A tendência é não se fixar tanto em detalhes, mas observar o todo e as impressões sutis que elas revelam. A sua intuição estará em alta – basta ouví-la, embora a sua energia possa cair um pouco. Procure aumentar suas horas de sono nesse período para não se esgotar.

No dia 6/3 dois planetas ingressam no signo de Áries: Mercúrio até 16/5 (com uma retrogradação entre 23/3 e 14/4) e Vênus até 31/3. Ambos vão gerar impaciência, pressa e individualismo, mas em áreas bem diferentes. Enquanto Mercúrio em Áries vai provocar essas qualidades nas comunicações e nos deslocamentos (evite falar muito impulsivamente, mas não deixe de falar sem rodeios). Vênus, por sua vez, pode causar um certo ímpeto, gastos impulsivos ou alguma impaciência e desejo de independência nas nossas relações afetivas. O segredo aqui é não ir a extremos, mas aproveitar a energia dos astros para conseguir um bom equilíbrio e, assim, atingir o que queremos.

Júpiter inicia seu movimento retrógrado de 9/3 a 10/7, fazendo com que as questões regidas por esse planeta fiquem um pouco mais complicadas. As viagens para lugares distantes, o estudo, o ensino e as questões legais iniciadas nesse período podem ser mais lentas ou precisarão ser revistas. Por outro lado, seria um bom momento para reavaliar algum processo judicial já iniciado, e que precise de uma nova abordagem ou de novos argumentos. O mesmo vale para cursos, aulas e viagens já planejadas, que podem se beneficiar muito de uma reavaliação ou de um replanejamento.

Marte e Urano em trígono de 9 a 13/3 podem nos proporcionar muitas surpresas agradáveis. É a hora de tomar a iniciativa, mas de uma forma completamente original, instintiva e criativa. Fazendo dessa forma, a possibilidade de dar certo aumenta muito. Ouse fora da caixa!

Entre 10 e 12/3, Sol e Plutão em harmonia vão favorecer as tomadas de decisão, principalmente as que envolvem lidar com pessoas poderosas ou com questões financeiras.

Mas atenção: uma cautela é necessária: nesse mesmo período, Mercúrio em forte tensão a Saturno vai requerer cuidado na forma de se expressar para não ferir suscetibilidades ou se indispor com autoridades. É possível que os deslocamentos também sofram atrasos ou restrições – cuide para que os papéis e documentos estejam muito bem organizados e em dia para não lhe causar problemas. Vênus também entra em conflito a Saturno de 12 a 14/3, podendo causar embaraços e decepções nas questões afetivas e financeiras. Não se abale tanto com esses eventuais reveses, mas procure nesse período planejar alternativas consistentes para implementar logo após esse período. Felizmente, no mesmo período Sol e Júpiter formam um belo trígono, dando-nos uma salutar injeção de otimismo e autoconfiança.

Marte ingressa no signo de Capricórnio em 17/3, permanecendo até 15/5. Isso é muito positivo, porque Marte estará exaltado em Capricórnio, favorecendo todas as ações que são previamente planejadas e calculadas, assim como todo o esforço obstinado e continuado. Aquilo que tem bases sólidas e foi suficientemente maturado pode agora dar certo agora.

Em 20/3 às 13:15h de Brasília ocorre o ingresso do Sol em Áries, marcando o equinócio de outono no Hemisfério Sul e o início do ano astrológico. Devido à quadratura Sol-Marte desse momento, o ano astrológico, que ocorre a cada vez que o Sol entra em Áries, promete ser de muitas realizações, mas com muita impaciência, impulsividade, competição e atritos. Procure agir, mas mantenha o foco e evite na medida do possível os conflitos, principalmente nas atividades cotidianas do dia a dia e entre parceiros e cônjuges.

No dia 22/3 à noite, Mercúrio inicia seu movimento retrógrado que vai até 15/4. Quando Mercúrio está retrógrado, não é um bom momento para iniciarmos atividades em que a comunicação é fator determinante, como cursos, divulgações, publicidades, etc. Falhas de telefone, internet e má compreensão do que é dito podem ser frequentes. Os deslocamentos também são prejudicados, tornando as viagens e o trânsito travados, causando atrasos e transtornos. Por outro lado, esse período é muito positivo para rever posições, esclarecer e replanejar atividades que já estavam em curso.

Cuidado com o período que vai de 23 a 24/3, por causa do conflito armado entre Vênus e Plutão. As relações afetivas tendem a ficar bem tensas por ciúmes ou tentativa de controle sobre quem você gosta (ou dessa pessoa sobre você). Procure não entrar nessa vibração para não correr o risco de provocar exatamente o que teme, ou seja, perda ou abandono do ser amado.

Na sequência, Vênus fica em conjunto a Urano de 28 a 29/3, também indicando potencial para reviravoltas no campo afetivo (e também financeiro). Podem acontecer cortes bruscos e inesperados, mas também o surgimento de alguém bem interessante e completamente fora do usual.

Fechando o mês de Março acontece uma quadratura de Saturno ao Sol de 28 a 30/3, podendo surgir obstáculos à nossa vontade e ao que queremos. É comum também ficarmos um pouco mais conservadores, inseguros para tomar decisões e, com isso, inibidos. Não é hora para lances ousados. Pelo contrário, é hora para aquilo que já se provou que dá certo.

Na madrugada do último dia do mês, Vênus entra em Touro – seu lugar natural além de Libra – favorecendo as relações afetivas, a sensualidade, a sedução e a conservação dos nossos bens materiais. Aproveite que Vênus fica em Touro até 23/4 para usar isso a seu favor!

Dores da alma: melancolia

A melancolia pode ser um estado psíquico que gera certa letargia; representa uma anulação do ‘eu’. O processo melancólico ocorre, basicamente, quando há uma perda importante na vida de um indivíduo que estava vinculado, por exemplo, a um emprego, casamento, a uma pessoa, entre outras situações.

O melancólico possui uma forte composição de Netuno, tem uma Lua tensionada no mapa (trânsito/transgressão), porque ela representa justamente vinculamento: com a mãe, com as pessoas, com objetos e assim por diante. Por isso, quando ela está tensionada – principalmente Netuno/Lua – há uma sensação de que você mora no espaço, ou seja, de que não há nada nem ninguém que possa ser usado como referência. O sentimento de não estar vinculado a algo resulta no desnutrição emocional e vazio emocional, um dos componentes da melancolia.

Outros indicadores astrológicos são: Netuno proeminente, Netuno/Vênus, Netuno/Lua, Netuno de Casa 7, Netuno nodo – em que você perde o vínculo, mas mantém o outro intacto e aceita morrer/se sacrificar para mantê-lo vivo. Sol debilitado, porque a questão do ‘eu’ é pouco fortalecida, deficiência do elemento fogo, baixo desempenho da Casa 8 –  responsável por abonar os lutos, eliminar as situações e deserotizar o que foi perdido, erotizando o que está por vir, aquilo que é novo e também pelas reparações. Além disso, há um baixo desempenho das Casas 1 e 5, que são casas de preservação e afirmação da identidade do ‘eu’.

Todos os estudos realizados sobre as dores da alma: raiva, ansiedade, depressão e, agora, melancolia foram feitos com base em alguns conceitos do livro ‘Os quatro gigantes da alma’, de Mira Y Lópes – Editora Olympio.

O objetivo foi falar um pouco sobre a interessante relação entre Astrologia e Psicologia relacionando todos esses sentimentos aos indicadores astrológicos no mapa natal!

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Dores da alma: depressão

A depressão é um estado atônito, uma supressão da disponibilidade de energia do metabolismo para o corpo. Das 4 estações do ano existentes, o sujeito deprimido se identifica mais com o     Outono/Inverno. Ele fica deprimido em um dia bonito, porque está fora de sua sintonia interior. Por isso, o deprimido se sente mais adequado ao tempo em que a vida não verdeja, tem uma retração e contenção muito grande, criando mundos e limites imaginários.

Isso acontece primeiramente por se tratar de um mecanismo de defesa, de se sentir protegido. Num segundo momento a criação de situações imaginárias o isolam, o que é muito perigoso para o deprimido.

O deprimido fica muito desconfortável no convívio e, mesmo convivendo com outras pessoas, se sente isolado.

Quem convive com um depressivo não pode desistir do enorme desafio que é lidar com ele, não pode se afastar mesmo que fique do lado de fora da porta, em outro cômodo da casa. Uma das raízes da depressão é o processo mal feito de vinculação e nutrição emocional. Por isso, as figuras mais próximas precisam nutrir emocionalmente a pessoa deprimida e não comprar seu isolamento.

Uma das características da depressão é uma percepção da vida de linearidade. É como se eles enxergassem a vida sem ondas, sem calombos, sem ciclos, sem mudanças, tudo é sempre igual. Sem perspectiva, eles têm uma espécie de miopia existencial. É uma configuração forte de Saturno. O depressivo tem uma miragem tóxica, ele olha a vida sem enxergar suas nuances, demonstrando uma forte crise de fé, confiança, esperança e criatividade frente a vida; não enxerga meios, mesmo quando eles existem.

Encontramos pessoas hiperativas correndo o tempo todo, com o tempo preenchido por atividades diversas, esse é o depressivo em fuga. Na primeira brecha, no primeiro feriado ou no primeiro dia de chuva ele cai em depressão, há um enorme buraco e vazio interno.

Os indicadores astrológicos da depressão são: deficiência do elemento fogo, comprometimento das funções Marte/Sol, mau desempenho da casa 5 (produção do estado de alegria, felicidade e criatividade – sentir-se capaz de criar alternativas e soluções de vida), um Sol debilitado, trânsito de Saturno, trânsito de Netuno/Sol, Sol de casa 12, Saturno proeminente no mapa (fechando, deixando pobre, encurralando o sujeito), baixo rendimento de Júpiter no mapa natal em aspecto ou trânsito, Netuno dominante no mapa natal (perda de encantamento), ou seja, por mais maravilhosa que seja uma situação, o indivíduo não consegue se ligar ao sentimento de encantamento. Saturno proeminente, como se a vida tivesse sido uma grande decepção, e o mau desempenho da casa 12 (vazio interno).

A Lua muito proeminente também é uma predisposição para a depressão, principalmente a Lua de casa 12.

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Esse estudo utilizou como referência alguns conceitos apresentados no livro “Os Quatro Gigantes da Alma” de Mira Y Lópes – Editora Olympio.

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Dores da alma: ansiedade

A ansiedade é uma dor da alma muito presente nos dias de hoje. Se você se interessa pelo tema, com certeza, vai gostar de saber um pouco mais sobre o assunto na perspectiva astrológica.

O ansioso é hiper-reativo a estímulos externos: barulhos, luzes, movimentos e enfrenta o aspecto mental de que a sua mente não para de trabalhar, só produz o tempo todo. O ansioso é também um indivíduo abstrato, porque está sempre fora do lugar, fora do contexto e supondo situações, se adiantando.

Quem enfrenta a ansiedade possui um sério problema com o tempo, porque vive uma situação que ainda não chegou a acontecer. Por isso, a angústia por antecipação.

O sofrimento do ansioso é a espera; diante da espera pelo resultado de um exame ou pelo resultado do ENEM, por exemplo, ele fica num estado de suspensão. Quando tem um desfecho, mesmo que ruim, é um alívio. O indivíduo pensa “graças a Deus, não passei. Mas agora, pelo menos, posso dormir.”

O ansioso também possui baixos recursos internos, tudo que está dentro é muito pequeno, apertado e, por isso, tudo transborda. Tudo que é sustentação o ansioso não possui, por isso, geralmente tem uma aceleração de pulso, cardíaca e dificuldade de deglutição.

São personalidades com uma tendência muito grande de interferir nos processos, estão sempre atuando, resolvendo e interferindo em determinadas situações, porque sentem que dessa forma estão movendo as coisas.

O estado de inquietação e sofrimento pela espera, como uma ligação pra dizer sim ou não para um cinema, é tremendo. O ansioso também tem uma tendência abortiva, isso quer dizer que ele pode ficar esperando 10 minutos pra saber se vai ao cinema e, logo depois, desistir da saída e falar “não vou mais”. Tudo está em movimento o tempo todo!

A ansiedade deriva do medo e da expectativa de que algo que ainda vai acontecer possa acontecer fora do controle de quem sofre desse mal e, mais, ter um resultado adverso do que o indivíduo imaginou.

Quem lida diariamente com a ansiedade encontra uma baixa predisposição para passar pelos processos e pelas etapas, a pessoa não corre, voa pelas experiências da vida, mesmo aquelas que são boas e prazerosas (até mesmo as sensoriais). Num momento de prazer, por exemplo, ela já está pensando no próximo passo.

Os indicadores astrológicos são: o excesso do elemento fogo e ar; da polaridade masculina, que é ativa; elemento ar dominante (abstracionismo); muitos planetas em Gêmeos (pensar sobre, os muitos ‘e se’); Aquário; Urano proeminente; as configurações Urano/Marte; Urano/Mercúrio e Urano/Júpiter.

Um fato interessante é o de quando há uma configuração desarmoniosa entre Urano e Júpiter não existe contenção, é tudo solto e desamarrado. Outro indicador astrológico da ansiedade é Júpiter proeminente ou angular, um trânsito de Júpiter/Sol, por exemplo, em que o  indivíduo quer abarcar tudo no mundo e entra em ansiedade.

Algo bastante interessante a respeito do quadro de ansiedade é que o ansioso melhora muito quando começa a ter mais espaço e tempo entre os acontecimentos, como uma prova hoje e outra na semana que vem. Quando tudo está misturado a ansiedade é tremenda. Outro aspecto importante é quando ele começa a querer menos, fazer menos, baixar um pouco a bola. Trânsitos repetidos de Júpiter revelam uma pessoa hiper ansiosa porque ela visualiza a quantidade de coisas que ela poderia abarcar e resolver, mas que ela não pode ter/fazer. É como uma criança em uma loja enorme de doces e guloseimas.

Outros aspecto astrológicos indicadores da ansiedade são: deficiência do elemento Terra, claramente, porque esse elemento quando equilibrado é que traz o indivíduo para o momento presente;  Marte proeminente, a pressa que traz a palpitação e ansiedade. É como se a pessoa ainda não tivesse entregado um documento e, mesmo assim, ela já quer saber quando vai ficar pronto, ou seja, não cumpre as etapas e os processos.

Além disso, há uma deficiência da polaridade feminina, que serve para acolher e gerar um pouco antes de colocar para fora, como a mãe que acolhe o filho no útero materno. Também há deficiência da casa 4, que possui esses recursos internos de acolhimento.

Também são indicadores astrológicos: Saturno angular, saturno de casa 5, Saturno/Plutão (ligado ao controle) e o mau desempenho da casa 12, que é justamente espaço da vida em que as coisas estão em gestação e o próprio indivíduo não sabe no que aquilo que vai dar. Na família da ansiedade encontramos a preocupação, o medo, pânicos e fobias.

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Esse estudo utilizou como referência alguns conceitos apresentados no livro “Os Quatro Gigantes da Alma” de Mira Y Lópes – Editora Olympio.

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Céu de Fevereiro

Fevereiro começa com Vênus e Urano em harmonia de 02/02 a 03/02, nos provocando a experimentar o novo: novas amizades, novas comidinhas, novos ambientes, novas ideias, novas pessoas. Procure ser original e experimentar uma vida social excitante. Surpresas serão bem-vindas e vão impressionar positivamente nesses dias. De 03/02 a 04/02 Mercúrio e Júpiter ainda dão uma ajudinha, facilitando as comunicações. Aproveite! Aó esteja atento ao aspecto tenso entre Marte e Plutão, que começou em 31/01 e já provocou algumas situações explosivas que poderiam ser evitadas.

A seguir há bons aspectos no céu: Sol em harmonia a Júpiter (de 06/02 a 09/02), Mercúrio e Marte entre (07/02 e 08/02) e Mercúrio e Urano, de 09/02 a 10/02 (até o dia 12/01), também vão indicar momentos ótimos para fazer viagens, iniciar estudos ou tomar medidas ousadas com clareza e determinação.

O clima fica um pouco tenso entre 11/02 e 14/02, por causa da conjunção entre Marte e Urano. O cenário é repleto de precipitações e alta ansiedade, inclusive podendo causar acidentes. Por isso, vá com calma.

Marte passa pelo signo de Touro de 14/02 a 31/03, privilegiando todas as iniciativas mais voltadas para sua segurança e desejos pessoais. Por outro lado, o curso da ação tende a ser bem pragmático, principalmente nas relações custo-benefício, ou seja, se a equação indicar muito esforço para pouco resultado, será mais difícil sair da inércia. Um bom conselho, neste sentido, é evitar muita acomodação caso você precise alcançar algo concreto.

Na noite do dia 18/02 o Sol entra em Peixes, permanecendo neste signo até dia 20/03. Com o Sol em Peixes ficamos mais aptos a perceber para além do nosso mundo concreto. Há uma tendência natural a ficarmos mais abertos para os assuntos místicos, religiosos ou sutis. Mas também nos tornamos mais desligados ou menos concentrados nas questões concretas, com possibilidade de confundir o real e o imaginário. O Sol em Peixes exalta a criatividade, o mundo irreal, o encantamento e a elevação que as artes nos proporcionam. Em contrapartida, há mais ingenuidade, fantasia e sedução pelo mundo noturno.

Mercúrio entra em Peixes no dia 19/02 e só passa para Áries no dia 17/04, devido às suas retrogradações, reforçando ainda mais o que foi dito sobre o Sol em Peixes, mas com algumas peculiaridades. É um período em que a comunicação e o raciocínio ficam menos objetivos e lineares. Nesse período é muito mais fácil ver o todo de uma situação do que analisar racionalmente cada parte. O “big picture” fica mais perceptível, e por isso é mais fácil deixar passar batido os detalhes. Se eles forem importantes, faça um esforço maior nesse sentido para não incorrer em erros de interpretação ou omissão de dados, tanto na linguagem escrita como falada.

Há mais coisa boa no céu: Vênus em sextil com Netuno (de 16/02 a 18/02) e Sol de bem com Urano, de 17/02 a 19/02, facilitando o envolvimento romântico e trazendo excitação ao mesmo tempo. No entanto, como há duas conjunções quase simultâneas de Vênus e Saturno (de 17/02 a 19/02) e Mercúrio com Netuno (de 18/02 a 19/02) existem chances reais desses encontros vingarem, caso não baixe uma timidez extrema. Procure privilegiar a linguagem não verbal, já que a comunicação racional não será tão efetiva agora.

Com o sextil entre Mercúrio e Saturno, até 20/02, será um momento propício para compreender racionalmente a “mágica” que ocorreu nos dias anteriores.

Mercúrio forma vários aspectos a seguir: recebe uma quadratura de Júpiter entre 21/02 e 23/02, um sextil de Vênus entre 22/02 e 28/02 e um sextil de Plutão entre 22/02 e 24/02. Júpiter irá gerar verborragia excessiva e inundação de informação, mas Vênus e Plutão podem propiciar momentos muito positivos para fazer valer seu ponto de vista negociando questões financeiras ou, até mesmo, com um maior poder de sedução nas questões amorosas.

Um ponto de atenção ocorre entre 22/02 e 23/02, por causa da conjunção Vênus/Plutão: assim, podem surgir paixões arrebatadoras, excesso de ciúmes ou extrema necessidade de controle da pessoa amada.

Se você precisa começar alguma coisa que anda meio travada, aproveite o sextil que ocorre entre 24/02 e 02/03, principalmente se envolver contato ou colaboração de outras pessoas, pois será mais fácil sair da inércia nesse período.

No último dia do mês começa um quadratura entre Vênus e Urano, que se desfaz somente em 02/03, indicando maior necessidade de excitação e novidades na vida social. Aproveite o clima, mas não exagere!

Dores na alma: raiva

A psicologia e a astrologia andam juntas, no sentido de que são saberes que possuem autoridade para dissecar a alma. Claro que a Astrologia é mais antiga, mas nos últimos séculos ela se associou de forma muito potente a Psicologia.

Não há menor sombra de dúvidas de que alguns padrões planetários presentes no mapa natal ou algumas incidências de elementos ou de pontuações em casas astrológicas tornam uma pessoa mais suscetível a determinados sentimentos, desconfortos e dores da alma. Trata-se de uma vulnerabilidade provocada por desenhos planetários, com duração, intensidade e natureza dos símbolos que se apresentam no mapa natal. O grande alívio é que esses sentimentos têm hora pra ir embora, exemplo da passagem de Netuno por Saturno (campeã de depressão). É difícil passar por esta configuração sem sentir um grande desencantamento pela vida!

Muito bem, todos nós temos basicamente dois estados de alma: os hipertônicos, em que a carga energética é suplementar a do indivíduo, e os hipotônicos, em que há uma reclusão e retirada do estilo energético (gerando desconfortos bem diferentes).

O intuito de abordar a tag ‘Dores da alma’ é unir a Astrologia com a Psicologia para compreender os desconfortos da alma. Para isso, obteremos ajuda dos indicadores astrológicos no mapa natal e nos ciclos planetários associados aos estados de raiva, ansiedade, depressão e melancolia.

A raiva é um sentimento relativamente comum e muito fácil de ser gerada. Como ela funciona? A raiva é o ataque ao ‘eu’; quanto mais alto, forte e dominante a fisiologia do ‘eu,’ mais raivoso é o indivíduo. Geralmente as pessoas raivosas têm uma baixa tolerância ao se sentirem contrariadas, elas também possuem um senso de fronteira territorial muito sensível. Basta alguém se aproximar um pouco da área dela para que a raiva surja, pode ser o simples fato de invadir o braço da poltrona num assento do cinema, por exemplo. É como se fosse uma sensação muito primitiva de que o indivíduo tem um espaço a defender, o que faz com que essa pessoa fique neuroticamente reativa ao outro. Isso costuma gerar guerra entre vizinhos, no ambiente familiar “o pai é meu, eu cheguei primeiro” e, em situações mais graves, entre países.

Pode ocorrer com o raivoso a seguinte situação: de tanto se sentir invadido, ele acaba ocupando um espaço maior do que o de direito (ao se sentar, por exemplo), justamente para garantir o espaço dele em primeiro lugar e, em segundo, porque existe em sua configuração psicológica uma necessidade imperiosa de autonomia e liberdade de movimento. Aliás, é uma característica muito própria das crianças.

Como ocorre a descarga dessa dor? A descarga da raiva tenta neutralizar ou fazer com que a pessoa volte ao seu equilíbrio interior. A ideia é a de que chutar objetos ou outra ação qualquer devolva a ela o seu estado anterior de neutralidade. No entanto, essa descarga muitas vezes não pode acontecer em determinados casos. Como, por exemplo, quando a raiva é por alguém específico. A pessoa, chefe, amigo, familiar, parceiro ou, até mesmo, um órgão público não podem ser atacados. A descarga da raiva, então, não é o suficiente. Ocorre ainda que, muitas vezes, as pessoas responsáveis por ela simplesmente vão embora. Isso aumenta o estado da raiva e amplia seu sentimento, causando a cólera.

Quando o assunto é raiva, o ‘eu’ só quer PODER, afinal, ele é feito para poder as coisas. O sentimento da raiva surge, então, quando ele não pode aquilo que deseja. Quanto maior o tempo de vulnerabilidade do ‘eu’, maior a necessidade de descarga. Quando o indivíduo vai extravasar essa raiva, mesmo quando há reparação: pedido de desculpas ou teve sua demanda atendida, o ataque de raiva continua. O ideal é que ninguém tente amenizar ou ser aquela figura conciliadora, porque a pessoa simplesmente precisa deixar sair aquele acúmulo que a envenenou.

A raiva vira cólera, rancor, ressentimento e ódio de si. No caso do rancor, que é uma uma raiva aquecida em banho-maria – como no caso de configurações de Marte em Câncer/Marte em Touro/Saturno em Marte –  a pessoa fica com raiva daquele que lhe causou dano e invadiu seu território. O sentimento de raiva é de tudo e de todos, principalmente daqueles que defendem o agressor, além de si. A raiva de si ocorre quando o indivíduo se considera um perdedor, é um sentimento carregado da sensação de incompetência por não defender os interesses do tamanho do ‘eu’.

Cada uma das dores da alma possui uma família ou sentimentos derivados do sentimento matriz. No caso da raiva, sentimento matriz, existem também: a crítica, a autocrítica, a inveja, a ironia, a soberba e o mal-humor.

O mal-humorado fica parado mal-humorado e mal-humorando. O que isso quer dizer? O indivíduo não se mexe pra resolver a situação, fica reclamando e produzindo aquela energia densa sem resolver a questão.

A crítica é outra derivação da raiva. Não existem críticas construtivas! Se você quer que alguém melhore, você edifica, elogia, chama a atenção para os acertos, estimula, encoraja e acalma. A crítica é um ato raivoso, é uma forma de você atacar alguém com a intenção de diminuí-lo. Por que o raivoso a faz? Porque o outro está muito grande no caminho do meu gigante ‘eu’. A autocrítica é outra forma de agressão e raiva.

A inveja também é um derivado da raiva, porque o indivíduo prefere atacar ou destruir aquele que está ascendendo do que tratar de fazer igual para, assim como o outro, chegar lá. Ou seja, alcançar os mesmos méritos daquele que é invejado. Por isso, o invejoso nunca anda para frente, ele está sempre tomado pela ideia de torcer contra aquele que inveja. Nesse sentido, o invejoso precisa parar de se comparar – situação muito presente devido a casa 8, que tem a ver com o recurso do outro: energético, financeiro, entre outros.

O irônico também é um raivoso. A ironia é uma arma dos narcisos. O indivíduo se gaba da sensação de querer agredir, por mais que o adversário nem note – configuração de Plutão/Mercúrio.

A soberba é pior do que a ironia, nesse caso o raivoso é um ex-vaidoso. Um dia ele se achou uma grande coisa, não se realizou e ficou decepcionado com os seus propósitos. Só lhe restou a tal da soberba. Quando você está diante de um soberbo é muito comum que você sinta uma raiva inexplicável, sem que o outro tenha dito ou feito absolutamente nada. A raiva não é sua, é dele, você só está captando ela.

O ódio possui uma semelhança com a inveja e vincula mais do que o amor. A verdade é que você só odeia o semelhante ou o igual. Quanto mais se assemelha, mais passível de raiva. O ódio tem um componente de comparação, competitividade e da experiência de estar diante de um adversário que possui as mesmas condições que você. Fato é que as pessoas mais aptas não gastam energia nem perdem tempo com reclamação, lamúria e mal-humor, porque correm atrás para resolver os seus problemas. Por isso, você não repara características de mal-humor em pessoas muito produtivas. Afinal, o instinto energético delas está voltado para resolver as questões pendentes. Inclusive, nós brasileiros, estamos atualmente muito voltados para esta tendência de lamúria. Precisamos ter um cuidado em relação a isso!

Os aspectos astrológicos da raiva são: Marte (faculdade da reação) proeminente, configurações Marte/Sol, Marte/Mercúrio, Marte/Lua, que é uma configuração bem polêmica; com a desvantagem enorme de que a Lua não se sustenta. Exemplo: a pessoa bate a porta, desliga o telefone no seu ataque de raiva e depois chora, porque não sustenta o que fez. É uma combinação de ataque com carência que não funciona. Além disso, também há um mau desempenho das casas 1 e 5, que são casas de identidade, de excesso e distorção, com uma hipertrofia de ‘tudo eu’. Temos também Plutão dominante; Plutão/Sol, Plutão/Marte (sem sombra de dúvidas um dos componentes de cólera). O estado de cólera, que ocorre quando há um aspecto dissonante entre Plutão e Marte, faz com que o indivíduo perca o senso e tenha a impressão de que pode tudo num momento de raiva. Tanto a configuração Plutão/Sol, quanto Plutão/Marte são formas de poder mal-resolvidas. Urano/Marte é talvez uma das configurações de maior intolerância, não tolera nada que o ‘eu’ tenha que tolerar. Não aguenta que o outro fique na sua frente, não aguenta barulho, que o outro fale quando ele não quer ouvir e por aí vai. Além disso, Saturno/Marte também pode estar presente; revelando uma raiva mais seca e talvez mais cruel, porque ela é cozinhada e estratégica. Saturno proeminente com uma Lua tensionada, que dá o mal-humor. Muito associada também ao sentimento de inferioridade amorosa, o resultado é o mal-humor crônico. Plutão/Marte, quando envolvido com Saturno, também predispõe a raiva. Por outro lado, tem sua expressão contida. Também há o excesso de fogo, principalmente cardinal.

Curtiu esse post? Fique de olho no próximo tema no nosso blog ‘Dores da Alma’, ANSIEDADE!

Esse estudo utilizou como referência alguns conceitos apresentados no livro “Os Quatro Gigantes da Alma” de Mira Y Lópes – Editora Olympio.

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O que a analogia do navio diz sobre cada um de nós

Você certamente já deve ter ouvido falar sobre a Lei da Atração e de que forma ela pode mudar a sua realidade. Isso remete a um assunto já mencionado em outra oportunidade (Canal do Youtube), que falava sobre progressões, trânsitos e usava a interessante e pertinente analogia do navio.

A primeira vez que tomei conhecimento dessa analogia foi a partir de um astrólogo de São Paulo, Maurício Bernis, que discorreu sobre trânsitos e progressões em sua palestra. A partir daí, comecei a aprofundar os conceitos envolvidos e decidi compartilhar com vocês! Preparados?

Cada um de nós internamente e individualmente somos uma espécie de navio. Esse navio tem diversas características pessoais, que são dadas de acordo com o mapa natal: pode ser que o navio seja rápido, cargueiro, uma lancha e por aí vai. Todas as potencialidades desse navio estão lá no mapa natal, momento do nascimento.

Em primeiro lugar é preciso avaliar as suas condições internas, verificando qual era o projeto de inicial de sua construção. Imagine que você é esse navio e pense a respeito do seu projeto: quantas cabines foram pensadas, qual o tamanho da tripulação, quanto combustível ele armazena, entre outras coisas. Tudo isso são os seus potenciais, que dependem do seu esforço e desempenho para desenvolvê-los.

Existem forças muito fortes atuando dentro no navio, que influenciam diretamente nesse desenvolvimento. Por isso, mesmo que você tenha potenciais que tenham sido indicados pelo mapa natal, precisa trabalhar arduamente. Pode ser, por exemplo, que você não cuide adequadamente do casco do navio, esqueça de abastecer de combustível em alguma viagem e, além disso, podem acontecer problemas que interfiram no seu modo de navegação. Da mesma forma, pode ser que você faça revisões frequentes, implementando melhorias. Assim é a nossa vida internamente, podemos deteriorar ou melhorar nós mesmos e também podemos fazer com que o navio apodreça, caso não façamos nada.

Ao mesmo tempo em que há essas forças internas, também há forças externas. As variáveis estão muito presentes; o mar que esse navio navega é calmo, agitado, tem ventos, tem algum navio próximo, navios inimigos, navios amigos, que indiquem novas rotas interessantes para você seguir? O resultado do destino desse navio é a somatória das duas forças, interna e externa.

Imagine a seguinte situação: o cenário externo é favorável para que você faça uma viagem tranquila, sem que ninguém atravesse a sua rota, soprando um vento a favor da direção que você deseja, mas internamente o combustível só dá pra chegar até metade do caminho, a tripulação se rebelou, não obedece mais às ordens do capitão, além de haver um vazamento no casco. Provavelmente será muito difícil chegar até o seu destino. Se as condições internas do seu navio estão muito deterioradas, a maior probabilidade é a de que você não chegue até o próximo porto.

Agora imagine um mar revolto, com um navio se aproximando para atacá-lo, com canhões na sua direção, uma tempestade horrível surge, mas internamente você se preveniu. Reforçou a estrutura do navio, instalou canhões como defesa, tem um rádio de longo alcance para contatar navios amigos e pedir ajuda. Com isso, a probabilidade de chegar ao destino é muito maior do que na situação anterior, mesmo com esse cenário externo conflituoso.

Ainda dentro dessa analogia, podemos pensar: será que eu, dentro do navio, estou vendo tudo que está acontecendo ao meu redor? Culpando Deus por mandar a tempestade, os navios inimigos que estão me atacando? Será que eu tento interferir nesse cenário externo ou estou preocupado em reforçar a minha realidade interna?

A realidade interna é, em primeiro lugar, o mapa natal (suas potencialidades); o projeto do navio. Em segundo lugar as progressões, que mostram em que fase de vida você está. Você pode usá-las mesmo que elas sejam tensas para enfrentar turbulências no futuro.

Outro aspecto é o ambiente externo, os trânsitos e revolução solar, coisas que não dependem de você; elas vão acontecer quer você esteja bem ou mal internamente. Exemplo: tripulação descontente ou rebelde. Será que você está harmonizado internamente para lidar com isso? Você estudou, se preparou, fez poupança ou se preveniu de alguma forma para enfrentar possíveis turbulências?

A analogia do navio serve para nos mostrar que somos nós os responsáveis por criar a nossa própria realidade, claro que com limitações. No entanto, se nos preparamos internamente, teremos condições para enfrentar adversidades e turbulências. Por isso, a recomendação para este ano é se fortalecer internamente!

Aproveite 2019 para reforçar o seu navio. Não seja vítima das adversidades externas, mas use o seu livre-arbítrio para criar a realidade de dentro para fora. Use seus potenciais, experiências, tudo o que construiu paulatinamente para alcançar mares mais tranquilos e situações favoráveis na sua vida! O mérito de sair da área de tempestade está ligado ao quanto trabalhamos internamente, trabalhe e chegue lá!

A astrologia pode ajudar cada um de nós a entender as questões ligadas ao nosso mapa natal, o momento que estamos enfrentando; indicado pelas progressões, e que nos ajudam a prever o início e término de cada período da nossa vida. Além disso, os trânsitos oferecem um panorama de quando vão surgir acontecimentos difíceis externamente. Quando cruzamos todas essas informações é possível compreender a realidade que nos cerca. Não à toa, a astrologia é realmente apaixonante!

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Previsões astrológicas: o que esperar do Brasil em 2019

Um ano novo chegou e, com ele, novas resoluções importantes para a vida de todos nós, inclusive para o Brasil. Temos a passagem de Júpiter pela casa 10 no mapa do Brasil. Quando Júpiter atravessa o mapa de alguém ou, como neste caso, de um país traz mudança, prosperidade, expansão e crescimento para o segmento onde ele está transitando.

A Casa 10 é o Poder Executivo, que aliás coincide com mudança de governo deste ano. Júpiter passando por esta casa expressa um momento que garante uma espécie de espaço de manobra para o Poder Executivo, presidência e assessores, atuarem de uma maneira não tão restrita, acorrentada e presa. Além disso, também é uma indicação de uma melhoria, prosperidade e avanço para o crescimento econômico no país. Facilita êxito nas medidas que possam resultar no desenvolvimento do Brasil e também um pouco mais de prestígio e reputação para o país em 2019. Essa fase deve ser aproveitada!

Por outro lado, temos um aspecto tenso na Casa 9; Urano oposto a Marte. Essa casa está ligada ao setor internacional, às relações internacionais e relações exteriores do Brasil, e também ao Poder Judiciário. Essa oposição Urano-Marte gera uma certa instabilidade, desconforto e estresse no cenário internacional. Podemos dizer que as pessoas responsáveis pela política externa do país tem que ser menos impetuosos, imprudentes e evitar medidas mais arriscadas que possam gerar afastamentos e rupturas de parceiros internacionais importantes.

A outra tensão presente na casa 9 do mapa do Brasil é em relação ao judiciário. Há um ar de estresse, tensão e provocação e mais tendência a conflitos com figuras proeminentes do Judiciário, ou entre elas, especificamente em 2019, nos meses de Maio-Junho, Outubro-Novembro, além de Fevereiro e Março do ano que vem.

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